Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS – Organismo Integrante do Sistema das Nações Unidas que se dedica a promover a saúde no mundo), saúde é o completo bem-estar e pleno desenvolvimento físico, emocional e social e não a mera ausência de doenças ou enfermidades. Dessa forma, podemos dizer que somos saudáveis quando existe uma harmonia entre diversos fatores, sendo os hábitos alimentares e o nível de atividade física um importante parâmetro para avaliar o risco da obesidade, hipertensão arterial, hipercolesterolemia, alterações nos níveis de glicose sanguínea, entre outros. E sabemos como os hábitos modernos contribuem para o aparecimento dessas doenças.
Atualmente, podemos observar a ampla relação de assuntos sobre nutrição veiculados na mídia – anúncios, tv, rádio, revistas e jornais – refletem o interesse público sobre o que deve ser ingerido para se obter uma boa nutrição.
Sendo assim, entende-se que além da preocupação de uma política pública de prover comida a quem não a tem, há também a necessidade de “ensinar” a comer aqueles que a tem.
Podemos dizer que o objetivo da educação nutricional é fazer com que os indivíduos aprendam a comer de forma mais equilibrada, substituindo antigos hábitos por práticas alimentares mais saudáveis. Assim, a perda de peso é resultado de uma mudança incorporada no cotidiano de vida, passando a ser um novo jeito de viver.
Compreendendo melhor o que é uma alimentação saudável, podemos entender como fornecer ao organismo todos os nutrientes necessários para o seu bom funcionamento em quantidade e qualidade adequadas, como os carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, sais minerais, fibras e água.
Seguem abaixo algumas orientações para uma alimentação saudável:
Consuma alimentos variados em pequenas refeições ao longo do dia: café da manhã, almoço, jantar e lanches intermediários.
Coma carboidratos em todas as refeições (pão, feijão, arroz, batata, etc.), sem exagerar, dando sempre preferência aos carboidratos integrais (pão integral, farelo de trigo, aveia).
Mantenha um peso saudável, controlando a ingestão de alimentos. Evite ganhar peso após os 20 anos e também atenção ao aumento da cintura, pois existe uma relação entre a circunferência da cintura e predisposições a problemas cardíacos.
Coma bastante verduras, legumes e frutas (à exceção do abacate e açaí, que são bastante calóricos).
Inicie uma refeição por uma farta salada seguida dos outros alimentos.
Consuma moderadamente e de forma esporádica, açúcar, doces, bebidas alcoólicas e gorduras, principalmente de origem animal. Faça opção por óleos vegetais e azeite no preparo da comida.
Diminua o consumo de sal.
Evite enlatados, embutidos, e salgadinhos “fabricados”. Prefira ervas e especiarias para temperar os alimentos.
Mastigue bem os alimentos e faça das refeições um encontro agradável.
Não use o alimento para resolver seus problemas emocionais.
Procure alternativas para aproveitar melhor os alimentos usando cascas, sementes e folhas de vegetais e frutas.
Além destas importantes indicações de “consumo” faça atividade física todos os dias, mesmo que sejam as mais básicas como andar a pé, subir escadas, dançar, passear ou outras atividades prazerosas. É certo que para alcançar um peso adequado é necessário ter bom senso, força de vontade e também respeitar o ritmo corporal, tendo como conseqüência a perda de gordura, redução da celulite, melhora dos contornos corporais e a promoção da saúde. É importante estar com o peso adequado e principalmente manter o peso perdido e isso somente se torna possível com exercícios físicos e com a reeducação alimentar, ou seja, se aprendermos o que, como e quanto comer.
Prof. Drd. Carlos Simeão Júnior
CREF 6943-G/SP